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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

domingo, 26 de outubro de 2014

Case #45 - Como lidar com a miséria

A Betty queria falar sobre o seu medo. Ela não conseguia identificar o que o evocava, ou com o que estava relacionado.
Antes de consentir o seu foco, eu queria saber mais sobre ela. Perguntei-lhe sobre as crianças, o casamento, o trabalho. Tinha-se demitido recentemente do trabalho que mantinha há 20 anos, e estava num período de transição. A sua vida familiar era estável e segura, a sua filha bonita e talentosa, e o seu marido amava-a.
Mas há medida que a observava, ela não parecia realmente feliz. Perguntei-lhe se era feliz, e ela respondeu que não. Todos pensavam que ela tinha uma vida perfeita, a família perfeita. Perguntei-lhe o que estava errado.
Ela disse - o meu marido ama-me mais do que eu a ele. Eu estou segura com ele, mas foi um casamento arranjado e ele 'não é o meu tipo'. Perguntei-lhe qual era o seu tipo: um caráter forte, sentido pessoal claro sobre a visão da vida, bom gosto. Ele não tinha nada disso.
Isto causou-me impacto, e levei algum tempo a pegar nisto. A vida fantástica, mas algo essencial a faltar. Olhei novamente os seus olhos, e podia ver o quão miserável ela estava. Perguntei-lhe a idade - 44 anos. Perguntei-lhe se passaria os próximos 44 anos com ele, e ela respondeu que sim.
Então estava claro, a sua escolha era estar lá. Mas o custo disso era uma espécie de disjunção básica no sentido de ligação da relação. Uma espécie de necessidade básica de paixão, encontro e sinergia, que não etavam lá. Ela estava acomodada numa vida superficialmente feliz, mas que em alguma parte não correspondia com a sua necessidade profunda.
No Gestaltismo estamos interessados na escolha, e isto é entendido em termos das noções existenciais. A vida coloca-nos em diferentes situações, mas temos sempre escolhas. A nossa sensação de aprisionamento não vem de circunstâncias externas, mas por esquecermos a nossa liberdade de escolha momento a momento.
Com as escolhas vêm sempre as consequências, e uma vida bem vivida é aquela em que assumimos a responsabilidade das consequências, mais do que tentar culpabilizar os outros, ou passar a vida a desejar ter sido outra coisa.
Isto era muito o que a Betty enfrentava. As suas escolhas eram claras, e também as consequências. Mas ela estava miserável, portanto, a não ser que ela quisesse manter-se assim, algo tinha de mudar.
O que estava disponível eram escolhas diferentes na estrutura que ela decidira manter.
Eu perdi um quanto tempo apenas a estar com ela, observar a sua miséria, reconhecer que era assim. Este era o espaço relacional, onde nada havia a mudar, não haviam agendas, e o foco estava em ser, estar com, e reconhecer. Isto é também conhecido por 'eu-tu'.
Depois disto, eu mudei para a pergunta 'o que é possível'. Tomar este sentido, no início, simplesmente significava uma espécie de 'solução' para uma situação que parecia não ter solução. Mas, depois de estar presente por um tempo naquele espaço, podíamos então explorar juntamente as opções e perspetivas.
Perguntei-lhe se ele sabia a sua miséria, se ela lha mostrara como me mostrara a mim. Ela disse que não. Então, partilhei um evento da minha própria vida, quando a revelação da minha parceira sobre algo teve um grande impacto em mim. Na medida em que ele a amava, isto podia ser o princípio de algum tipo de mudança.
Salientei que ele não seria nunca 'o seu tipo', mas que se ele estivesse motivado, ele podia tomar alguns passos nessa direção. A bola estava no campo dela para lhe transmitir a ele as suas necessidades autênticas. O desafio era fazer isso de uma forma que conduzisse a resultados positivos.
Sugeri que lhe pedisse para ele olhar nos seus olhos por 10 minutos, sem conversar, mostrando-lhe a sua miséria. Depois disso, ela podia transmitir-lhe algumas pequenas mudanças que ela gostava que ele iniciasse, que seriam significativas para ela.
Mas isto não seria necessariamente a solução para a sua infelicidade. O facto era que ela estava numa situação em que as suas necessidades não seriam satisfeitas. Então sugeri que ela explorasse paralelamente a sua criatividade e uma espécie de prática espiritual. Isto podia ajudá-la a encontrar o âmago da felicidade que não estava dependente do ambiente externo.
Sugerir estas coisas como uma espécie de rumo para soluções não é próprio do Gestaltismo. Mas, no contexto de um sentido mais profundo de contato com a estagnação pessoal, esta possibilidade torna-se pessoalmente significativa, e existe uma motivação profunda para se deslocar nessa direção. Se existe um interesse, a pessoa pode ser ajudada por um suporte prático - uma conversa sobre como isso pode acontecer, e o leque de opções.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Case #44 - O casulo e o renascimento

A Nicole estava claramente aflita. Ela falou sobre um sonho que tinha tido, relacionado com a imagem de um casulo que ela tinha medo de quebrar, sem saber se iria transformar-se ou apenas morrer.
Peguei na imagem do casulo. Sugeri uma experimentação nesta base - por vezes não é necessário obter todos os detalhes do conteúdo, mas apenas partir de uma metáfora forte e clara que o cliente fornece. Neste caso, era claramente uma metáfora transformadora, diretamente relevante para a terapia, e que continha tanto o desejo como o medo de mudança. A experimentação Gestaltista é também designada 'emergêcia segura', sendo um equilíbrio que procuramos sempre - ajudar o cliente a levar em frente o desejo de vivacidade e, ao mesmo tempo, encontrar um caminho suficientemente seguro para arriscar a tentar algo novo.
Então convidei meia dúzia de pessoas do grupo a reunirem-se em volta dela como o casulo. Logo de seguida, ela começou a chorar mais intensivamente, e depois caiu no chão. Dei indicações para se sentarem todos em volta dela. Disse-lhe para não se afastar de si mesma, mas manter o contato ocular. De outra forma, alguém podia regressar, empurrar para o seu próprio mundo e para fora do relacionamento. Nesse caso, a emoção simplesmente continua a circular, numa forma que não é comum.
À medida que ela fazia isso, ela olhava para uma das mulheres e dizia 'eu não gosto de si'. Isto, contudo, não era claramente acerca dessa mulher - ela estava a lembrar-se da sua mãe. Então pedi-lhe que falasse diretamente para ela, dizendo tudo o que quisesse dizer-lhe.
'Porque me abandonaste', perguntou ela. No Gestaltismo, as perguntas porquê não ajudam, e pedimos às pessoas para as substituir por declarações.
Fora isto, vieram as suas declarações - a sua dor por ter sido abandonada em criança pela sua mãe. Novamente, não precisei de saber os detalhes da história para trabalhar com ela. Ela estava no processo, e isso era suficiente.
Tinha de a apoiar a estar presente, a manter o contato ocular, a respirar profundamente. Muitas emoções emergiram para ela, assim como para a representação da 'mãe'.
O apoio do círculo foi importante para lhe dar a sensação de ser apoiada num local onde ela normalmente colapsa internamente.
Finalmente, ela estava muito cansada, e apenas queria deitar-se.
Então deixei-a deitar-se na almofada representativa da seu mãe, e permiti que adormecesse.
Quando acordou, dez minutos depois, ela sentia-se renascida, e com sensação de calor e ligação no seu coração, onde antes havia vazio e sofrimento.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Case #43 - A voz tóxica de mãe


A Theresa tinha deixado um emprego seguro para iniciar a sua própria empresa. 'Pelo desafio', era a razão que dava.
Mas ela experienciou uma forte ansiedade a maioria do tempo - exceto quando sabia que algo ia falhar. À medida que obtinha sucesso, ela sentia ansiedade até ao momento em que sabia que o sucesso estava completamente seguro. A ansiedade refletia-se também na sua vida pessoal.
Ela não compreendia de onde ela vinha, ou o que podia fazer acerca disso.
A mim parecia-me algo relacionado com o controlo - necessidade de estar em controlo, das coisas serem de certa forma. Perguntei-lhe sobre o contexto do seu terreno. Nós concordámos em estabelecer que a sua mãe se encontrava muito no controlo.
À medida que falávamos sobre isto, ela teve uma dor de cabeça. Ficou claro para mim que a sua mãe estava 'na sua cabeça'. Então convidei-a a colocar a mãe na almofada, e falar com ela. Esta é a experimentação clássica do Gestaltismo - ter diálogos intrapsíquicos e torná-los explícitos.
Pedi-lhe que dissesse algo à sua mãe, e depois trocar fisicamente - sentar-se no local da 'mãe' e dar resposta.
Eu estava chocado com as coisas que a sua mãe fazia. A envergolhá-la, e mesmo pior - por exemplo, a rebaixar a Theresa por ser 'feia', contrariamente à sua bela irmã; dizer que ela era uma má pessoa; dizer que ela (a mãe) nem sequer queria ter filhos, era apenas um dever, ela queria ter um rapaz.
Isto não é apenas uma fraca capacidade maternal. Merece o título 'toxicidade materna'. Isto não é algo passível de dialogar.
Eu sugeri que a mãe parasse de falar com a Theresa, e eu 'entrevistava-a', para tentar entender mais sobre ela.
Fi-lo...e a mãe deu várias respostas interessantes, confirmando o 'diagnóstico' supracitado. Ela considerava a Theresa como um fardo, e estava apenas interessada em como as crianças a faziam parecer bem. A Theresa era agora um sucesso financeiro, fazendo-a parecer bem, e então já não se sentia mais incomodada com ela.
Agora...pode dizer-se que isto era tudo a projeção da Theresa. Mas as declarações que a mãe fez para a Theresa neste diálogo eram realmente paravras que ela usava.
O objetivo é não tornar a mãe patológica - ela obviamente teria as suas próprias lutas. Mas, claramente, tal desvalorização das suas próprias filhas tornou-se tóxica...e produziu uma falta de confiança que resultou na ansiedade da paciente.
Então convidei-a a falar para a mãe, desta vez, a colocar as fronteiras muito claras. Ela começou a dizer 'por favor, não...'. Eu interrompi-a...na medida em que isto dependia ainda da sua mãe fazer algo, o que parecia pouco provável.
Pedi-lhe para reformular para que viesse dela...'eu não vou aceitar...'. Isto proporcionou uma fronteira clara - algo que é um foco importante no Gestaltismo.
Fazer diversas declarações destas foi muito poderoso. Ela precisava de ajuda para as reformular. Posteriormente, ela sentiu-se mais estável, e esclarecida em termos do que precisava para deixar de permitir que a voz da sua mãe na sua cabeça abalasse a sua confiança.
Isto envolveu uma experimentação clássica do Gestaltismo, trazer um diálogo interno fechado a abrir-se, e depois promover o apoio necessário para se deslocar nesse local.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Case #42 - Seguro e inseguro

A Yasmin tinha-se divorciado recentemente. Ela falou sobre querer ficar madura e distanciar-se mais dos seus pais. Tinha muita emoção nos seus olhos, que eu observei e demarquei, juntamente com várias outras coisas sobre ela - um xaile colorido, missangas em volta do pescoço.
Ela disse - 'sinto-me segura consigo'. Eu respondi - 'de algumas formas isso é uma projeção, porque eu sou apenas eu - seguro em muitas formas, em determinado ponto eu posso sentir saudades e assim não ser tão seguro'. Ela achou isto difícil de ouvir, e lembrou-se das suas dificuldades com o pai, e a sua necessidade de clarificar as fronteiras com ele quando se sentia confusa e enebulada.
Ela disse que apreciava ser vista por mim...e que era algo de que precisava. Falou sobre a sua dificuldade em ser vista como um elemento separado dos seus pais, e as suas dificuldades em ser amada por eles unicamente de forma condicional, como uma boa menina.
Equanto me sentei com ela, reconheci as formas em que podia vê-la no seu ser infantil, com as suas necessidades de aprovação, aceitação e carinho; e, ao mesmo tempo, no seu ser adulto, querendo e precisando de diferenciação, sendo ela mesma, encontando o seu próprio terreno e clarificando as suas fronteiras.
Isto foi demoveu-a profundamente, ser vista em ambas as partes e ser mantida por estas ao mesmo tempo. Este foi um dos momentos 'eu-tu'. Falei sobre a forma como, neste local onde me sentia espaçoso, térreo e presente, eu podia criar as condições de segurança para ela ser capaz de sustentar/apoiar/atender e também libertar - encorajando para se mover na sua própria vida, para que nos pudessemos encontrar como iguais.
Isto entoou nela em diversos níveis. Eu falei com ela como adulta, reconhecendo ambas as fronteiras entre nós, e a conetividade como duas pessoas que buscam. Depois convidei-a a falar-me do local de criança, a nomear o que queria de mim.
Ela disse que o que ansiava do seu pai era o reconhecimento de que ela era importante para ele. Eu disse que estava satisfeito de ter mudado para o modo de 'pai' - eu tenho filhas crescidas...e podia falar desse local para ela. Então falei 'como' o seu pai, dizendo-lhe o quão precisosa ela era para mim.
Depois ela pediu para ouvir que ela era amada, independentemente de tudo. Eu retratei isso, declarando que embora pudesse discordar das suas escolhas, ou mesmo não gostar de aspetos dela, que o meu terreno relacional familiar era a ligação de amor.
Desta forma, eu podia responder a uma profunda necessidade que ela tinha de ser vista neste local. Na natureza do processo terapêutico, eu não era efetivamente o seu pai, mas o impacto era praticamente o mesmo.
Este é o resultado de estabelecer um terreno relacional forte e profundo no processo terapêutico, que assim permite às declarações um efeito transformador.
Ela sentiu-se mais completa, e capaz de juntar as suas partes de adulta e criança.

domingo, 5 de outubro de 2014

Case #41 - O cliente pertuebador

A Francis estava a tossir, de tal forma que realmente me perturbava. Ela veio trabalhar e eu evoquei isso - eu disse 'bem, certamente conseguiu chamar a minha atenção com a tosse'. Ela disse 'sim, eu tendo a perturbar as pessoas'. Eu respondi 'bem, perturbou-me com a sua tosse'.
Então explorei o 'perturbar'. Expliquei que também havia formas positivas de perturbar as pessoas - como por exemplo, os comediantes. Os revolucionários. E pessoas que perturbam o estatuto social de um grupo - também são precisas. Eu queria enquadrar o 'perturbar' de outras formas, para ampliar o sentido das ecolhas disponíveis para ela.
Convidei-a a 'perturbar' alguns elementos do grupo. Ela, brincando, beliscou as bochechas de uma pessoa e deitou-se sobre os pés de outra.
Estas foram atitudes iluminadas e divertidas que ela desempenhou espontaneamente, que lhe deram imediatamente uma diferente forma de estar a 'perturbar'.
Perguntei-lhe sobre o seu contexto - quem era perturbador na sua família. Ela disse que tinha descoberto recentemente que a sua mãe estava a ter um caso. À medida que eu aprendia mais, parecia que o seu pai tinha tinho diversos casos ao longo dos anos.
Isto era obviamente algo que a desassossegava, mas eu não queria muito meter-me no que os seus pais estavam a fazer. Ela disse que se sentia culpada...como se, de certa forma, o caso da sua mãe fosse culpa sua porque tinha saído de casa. Eu disse 'bem, não lhe compete a si assumir a responsabilidade pelas atitudes da sua mãe'.
Eu queria trazer o foco de volta para ela. Então disse, 'está a olhar-me com um foco muito intenso - tem a minha atenção neste momento'. Ela comentou que algo faltou no seu crescimento - os seus pais estavam tão ocupados com os seus próprios problemas e conflitos que não lhe deram muita atenção. Quando ela tinha atenção, era frequentemente reativa. Ela falou sobre querer atenção carinhosa, e não atenção crítica. Eu salientei que, para uma criança, a atenção negativa é melhor do que a falta de atenção...ao fazer isto, de certa forma, estava a reconhecer a sua escolha em ser 'perturbadora' na sua vida adulta para obter atenção, mesmo que o tipo de atenção não fosse o melhor.
Pedi-lhe que reparasse, no presente, como era ter a minha atenção e a atenção do grupo. Ela notava pequenas alterações na atenção do grupo - algumas pessoas estavam distraídas. Podia ver como ela estava sintonizada nas dinâmicas atencionais dirigidas do grupo.
Então eu disse, 'ok, eu quero que esteja realmente presente com a atenção que lhe estou a dar neste momento'. Sentá-mo-nos ali por um tempo. Notei que me senti muito liso...normalmente as coisas ocorrem-me, experimentações criativas, introspeções, perceções. Eu sentia-me completamente plano com ela, como uma paisagem completamente vazia.
Então declarei, e ela concordou, que tinha este feedback do seu marido e dos outros...e que também se sentia lisa.
Reconheci este espaço partilhado num momento 'eu-tu'. Frequentemente, estes momentos de intimidade e ligação são entendidos como repletos de profundos sentimentos. Mas a partilha aqui estava despida. Eu disse 'é difícil para mim, parece que perdi toda a minha ciatividade, não estou habituado a isso'. Ela deflagrou - gostou da palavra criatividade.
Ela disse, 'eu quero fazer algo perturbante e atrever-me perante si'. Eu convidei-a a seguir em frente. Ela beijou-me na bochecha. 'Ah' disse eu, 'um esguicho de cor contra a paisagem!'
Foi um momento de contato luminoso, no contexto de um momento de profunda partilha. Como resultado, houve uma profunda mudança nela, algo tinha sido libertado.
Esta foi a consequência do processo não linear de seguir a corrente da consciência à medida que ela emerge em nós - o tema da atenção e perturbação. No Gestaltismo não trabalhamos muito de forma focada no objetivo, de forma linear, mas mais como um rio a correr, deslocando-nos com a corrente, imergindo-nos na fenomenologia do cliente, ou no que pode ser chamado instrospeção encarnada.

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