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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

domingo, 27 de julho de 2014

Case #26 - Dando e recebendo

A Tracy adorava viajar sozinha. Ela gostava de ser uma mulher independente. Ia a casa poucos dias em algumas semanas, e isso servia-lhe. Tinha o seu próprio apartamento na cidade. Ela dizia que ele servia ao seu marido, porque ela tinha padrões elevados e inevitavelmente não haviam argumentos.
Ela sentia que a vida era dela e, agora que o seu filho era crescido, não tinha de se preocupar com as responsabilidades da família. Ela gostava do seu estilo de vida e do seu trabalho.
Contudo, a sua preocupação é que começava a sentir pânico quando estava em casa após um período curto de tempo.
Examinando mais profundamente, perguntei-lhe sobre os seus pais. Ela teve uma certa liberdade enquanto crescia - a sua mãe estava ocupada com numerosos filhos, o seu pai deu-lhe alguns previlégios ao tratá-la 'um pouco como um rapaz', embora também fosse carinhoso com ela. Contudo, quando ela teve atenção foi frequentemente em formato de pressão para o desempenho, ou para ser uma boa criança. O cerne da questão era - a situação era uma de duas. Ou ela tinha atenção ou tinha liberdade, mas não havia um meio termo.
Seguidamente, sugeri uma experimentação para explorar como isto funcionava com o seu marido.
Ficámos de pé, frente-a-frente. As mãos entrelaçadas representando a procura de atenção. As mãos a empurrar representando a liberdade.
Logo de seguida, ela ficou perturbada. Ela disse que não queria estar na posição de procura de atenção, era muita pressão e sentia-se em pânico.
Perguntei-lhe com que frequência sentia, com a sua concordância, que queria estar naquela posição naturalmente com o seu marido. Ela disse que queria sentir maior liberdade do que tinha. Perguntei-lhe o quanto, sem sentimento de dever. Ela respondeu que voltaria a casa duas vezes ao ano durante alguns dias, e o restante tempo para si mesma.
Este não era o meu modelo de relacionamento, mas estava disposto a aceitar que podia ser o dela.
Então, nesta base, continuámos. Ela apenas queria estar na posição de querer atenção de forma muito breve, mudando logo para a posição de querer liberdade. Seguidamente, começámos a empurrar fortemente.
Ela ficou em contato com bastante ressentimento. Sentiu que, quando estava com ele, ele queria sempre algo dela e que ela estava sempre a dar, e nunca a receber. Então, a sua irritabilidade surgiu e o ciclo tornou-se claro. Ela empurrava e ele tornava-se necessitado, ela empurrava mais, etc.
Então sugeri que adicionássemos uma nova posição de mãos: dar. Claramente, ela não tinha mais para dar. Mas eu adotei a posição de dar como marido, e pedi-lhe que ficasse na posição de querer atenção, de receber.
Isto também trouxe bastante 'ofensa' para a sua parte. Ela sentiu que nunca tinha recebido dele, e que tinham passado anos demais onde ela apenas dava e dava.
Não obstante, pedi-lhe que viesse para o presente e que apenas permitisse a si mesma a experiência de lhe ser dado, assim que ela expressou o seu ressentimento. Ela concordou, e deixou-se levar profundamente pelo receber. Contudo, rapidamente se sentiu desconfortável - o custo do receber implicava que ela teria novamente de dar, e ela sentia receio disso.
Então um aspeto mais profundo do ciclo foi desvendado.
Sugeri que alternássemos. Eu dava-lhe a ela, ela devia receber, e então assim que se sentisse desconfortável podíamos mudar. Ela consegiu dar de volta, para aliviar a sua 'dívida', (e eu podia receber) mas apenas enquanto ela se sentia confortável.
O seu ritmo tornou-se bastante rápido, apenas uns segundos em cada posição. Contudo, ela sentia-se bastante confortável com isto, e sentia que não permanecia demasiado em cada uma das posições.
A experiência foi profundamente penetrante para ela, e permitiu-lhe uma experiência pela qual ela ansiava, mas da qual tinha desistido.
A significância não era isto ser um 'reparo' ou 'cura' para a situação, mas uma exploração da consciência que produzia uma mais profunda consciência de si mesma, da sua participação nos ciclos, e que também proporcionava uma nova experiência.
Estas novas experiências que surgem das experimentações Gestaltistas não são 'soluções', mas expandem o mundo da pessoa e podem promover um novo ponto de referência sobre o que é possível. Também podem proporcionar uma experiência de cura, quando algo não tem estado disponível no ambiente.
O processo começou pela exploração do campo contextual. Uma vez que este ficou claro, avançámos para uma experimentação de aqui e agora. Para fazer isto ela tinha de sentir que não estava organizada por nenhum dever, mas que podia ser realmente sobre o seu ritmo.
Utilizar-me a mim mesmo como participante significava que me podia sintonizar com onde ela estava, o que ela precisava, e obter compreensão direta do seu sistema.
Também significava que podia responder de novas formas. Eu modifiquei a experimentação para incluir um terceiro gesto de 'dar', e isto era claramente o que faltava, além de ser o ingrediente principal. Também permiti que ela experimentasse que lhe dessem, sem que o custo fosse demasiado elevado.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Case #25 - 10,000 flechas

A Mary divorciou-se duas vezes, e agora vivia com o seu marido anterior, o pai do seu filho.
Inquiri-a sobre a vida.
Eles gerem um negócio juntos, mas discordam na abordagem. Ao longo do tempo, ele começou a ficar violento com ela. Isto continuou por um período de anos.
Então ele exigiu-lhe o divórcio, e subsequentemente procurou um relacionamento com uma das empregadas que trabalhava na empresa.
Depois de ser rejeitado por esta mulher ele pediu à Mary para voltarem a casar, tendo ela concordado.
Ele continuou a bater nela.
Finalmente, após mais alguns anos, ela estabeleceu um limite à violência e divorciou-se dele.
Alguns anos mais tarde voltaram a morar juntos, mas desta vez sem violência, e ela definia agora a relação como 'satisfatória', e não se encontra infeliz com isto.
Contudo, relatando tudo isto, claro que ela sentiu muita tristeza a emergir.
Perguntei-lhe como tinha sobrevivido; recordou o que a sua própria mãe e avó tiveram de viver (a não violência).
Perguntei-lhe o que ela sentia. Ela respondeu 'como 10,000 flechas no meu coração'.
Compreendi que ela tivesse guardado todo o sofrimento em si, em vez de o inflingir nos outros, mas expressei a minha preocupação sobre o efeito nela.
Perguntei-lhe como foi falar comigo, como homem - ela disse sentir-se segura.
Disse-lhe que um homem tinha colocado essas flechas ali, então como homem, queria ser capaz de as remover.
Propus chegar perto e, de forma muito lenta, com o seu completo consentimento em cada passo, puxar uma flecha para fora.
Eu fiz isto, deitando a flecha para o chão e reconhecendo como ela tinha sido ferida tão severamente.
Avaliei como ela se sentia: ela relatou sentimentos de sofrimento, mas também se sentiu profundamente tocada, e um pouco aliviada.
Então repeti este processo mais duas vezes, de cada vez a reconhecer um diferente aspeto da sua experiência.
Ela sentiu algum alívio, mas também dormência nas suas mãos. Isto era um indicador de que ela já tinha feito o suficiente.
Finalmente, eu sugeri que devia ser desempenhado um ritual com as três flechas, e dei-lhe uma gama de opções. Ela sugeriu o ritual de as enterrar.
Então contei-lhe a história de uma viagem imaginária que os dois fomos fazer, numa floresta, enterrando as flechas, dando reconhecimento, e deixando-as na terra.
Pedi-lhe que fizesse um trabalho-de-casa, repetindo o processo que tínhamos feito uma vez por dia, na sua mente, com mais três flechas, e depois o ritual de as enterrar.
Neste processo, primeiro mapeei o seu território, para compreender o suficientemente o contexto. Depois utilizei o facto de ser um homem para ser parte do processo de cura. Entrei lentamente, avaliando como era para ela em cada passo, e dando diversas escolhas.
Trabalhei com a metáfora que ela deu das flechas, levando-a a sério, e fazendo começar o processo de cura. O factor significativo não foi o número de flechas removidas, ou o alívio da dor como algo permanente, mas o facto de termos tido um princípio que fez a diferença, e que ela agora tinha forma para lidar consigo mesma.
A experimentação Gestaltista aqui foi desenhada diretamente com os materiais e palavras que ela cedeu, e funcionou, primeiramente, porque a relação entre nós estava consolidada.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Case #24 - A criança abandonada

Passei algum tempo a ligar-me à Jane no início da sessão. Reparei no top amarelo dourando que ela estava a vestir. Ela disse que gostava de cores fortes, que traziam calor, e que ajudavam a lidar com o sentir-se triste. A Jane explicou como gostava de estar entre pessoas entusiastas e brilhantes; se elas não o eram, ela não tinha interesse.
Perguntei-lhe com o que ela queria trabalhar - ela falou o trabalho, o pai, e o namorado. Pedi-lhe que escolhesse um, e ela escolheu o trabalho.
O que quer que a pessoa escolha está bem, e é o mais provavel de estar perto da marca.
Perguntei-lhe qual era especificamente a questão - ela relatou ser auto-centrada e ir atrás do que queria, independentemente dos outros.
Eu reconheci os aspetos positivos disto no trabalho, e podia também compreender como isso poderia irritar os outros.
Então ela revelou que ansiava por reconhecimento e que, de facto, era adotada. Os seus verdadeiros pais abandonaram-na debaixo de uma ponte.
Isto, para mim, muda as coisas de forma significativa. Para revelar um marco tão difícil e importante, significava que ela me estava a confiar algo muito pessoal e íntimo. Mais do que aceitar isso como informação útil e relevante acerca dela, e como contexto da sua auto-centração, eu levei isto de forma muito séria, como o profundo choro por 'reconhecimento' que ela dizia precisar.
Assim, também entendi a sua necessidade de calor.
Perguntei-lhe o que estava a sentir, mas ela não conseguia identificar mesmo nada. Além das suas pernas estarem frias por causa do ar condicionado.
Então perguntei-lhe sobre sentir-se fria no relacionamento, e salientei que esta era a polaridade oposta do calor que solicitava nos relacionamentos.
Mas eu não queria perder tempo a falar sobre aquilo. Perguntei-lhe quanto tempo ela ficou debaixo da ponte. Ela não sabia, mas pedi-lhe hipoteticamente. Ela pensou em um dia.
Claramente, ela teria sentido frio durante esse tempo.
Após evocar esta memória de ocorrência traumática, eu queria garantir que algo diferente acontecia. Perguntei-lhe se podia aproximar-me, e se ela podia colocar a sua mão no meu ombro.
Ela disse que sim, isto era o que ela sempre procurara.
Então fizemos isso, e eu pedi-lhe que apenas respirasse o calor que conseguisse sentir. Demorou um pouco; durante algum tempo ela não conseguia fazê-lo. Mas depois começou a conseguir; a sua respiração era rápida, como na infância. Finalmente ela abrandou; perguntei-lhe o que sentia e ela respondeu calor, mas as suas pernas continuavam frias. Cobri as suas pernas e continuámos. Ela relatou sons do seu estômago. Perguntei-lhe sobre a sua experiência, ela falou sobre tentar perder peso, e tentar fazer dieta.
Claramente isto tinha a ver com fome, com calor emocional. Então pedi-lhe para colocar a mão sobre o seu estômago, e fiz o mesmo com ela, pedindo-lhe para respirar colorosamente.
Fizemos isto por um período maior de tempo e depois, avisando-a, eu puxei-a para trás.
Ela disse que tinha estado em muitos workshops, mas que nunca tinha tido esta resposta aos seus problemas.
O processo Gestaltista é guiado pelo foco no relacionamento aqui e agora, e também pelo contexto de campo, e pelo que estava a faltar lá. Tudo o que ela tinha falado começava a juntar-se - a necessidade de reconhecimento, o desejo de calor, a sua fome e excesso de alimentação, e o seu interesse de auto-sobrevivência.
Então forneci-lhe reconhecimento ao mais profundo nível que me foi possível, maioritariamente não-verbal, e ao nível do toque; como a comunicação em criança é principalmente experimentada, ao nível do toque não-verbal.
O trabalho facilitador pode ser útil na terapia, mas as alterações mais profundas vêm do relacionamento. Sintonizar as necessidades relacionais do cliente é a chave, e depois encontrar uma forma para essas necessidades resultarem num impacto profundo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Case #23 - O pai alcoólico

A Mary tem 'questões com o ser pai'.
Primeiro, levei mais tempo para estabelecer a ligação com ela. Disse-lhe o que já tinha sentido nela - entusiasmo, abertura, e calor na minha resposta a ela.
Perguntei-lhe sobre a experiência dela sobre mim. Ela sente-se relaxada, pensa que sou amigável.
Inquiri-a sobre as diferenças e semelhanças entre o seu pai e eu.
As diferenças: ele critica quanto dinheiro ela gasta; ele, por vezes, bebe demais, e ela preocupa-se com isso, dizendo-lhe.
As semelhanças: ele apoia-a e encoraja-a.
Ela relata que a sua mãe confia em si, que se queixa sobre o seu pai, e que o ofende.
Pedi-lhe que identificasse sentimentos no seu corpo. Pressão no peito, tensão nas costas e pescoço, e algum aperto no estômago. Passamos algum tempo enquanto ela respira para esses locais.
Depois projetei-me como sendo o seu pai, imaginando o que poderia dizer.
Desempenhando o seu pai, eu disse:
- 'Quero que te afastes; as escolhas que faço na minha vida são decisão minha; tens de seguir com a tua própria vida'.
- 'Quero que entendas que eu e a tua mãe vamos resolver as coisas da nossa forma, por favor, não te preocupes com o nosso relacionamento'.
- 'Se a tua mãe se queixar de mim, eu quero que recuses e que lhe digas que não queres ouvir isso'.
Após cada uma destas declarações perguntei-lhe o que ela sentia; ela disse sentir-se aliviada.
No final, pedi-lhe para respirar fundo para aquele sentimento de libertação e alívio.
Ela queria trazer outra questão em relação a ele, mas eu pedi-lhe que parasse ali, e que apenas ficasse com o sentimento de alívio por um pouco.
-
Neste processo comecei a consolidar diretamente em termos relacionais, como sabia que a questão era o seu pai, e também queria explorar as formas em que eu também estava numa posição como aquela. Fazendo isto, pude deslocar-me lentamente para observar quais eram as suas questões, e se eu as experienciava também.
As diferenças e semelhanças ajudaram a definir a nossa relação e a distinguir-me dele, mas também proporcionaram um ponto de junção, a chave para estabelecer mutualidade entre nós.
Claramente, o sistema familiar estava a torná-la parental e isto não é saudável.
Então, imaginando a posição do seu pai consegui entregar uma mensagem sobre isto, que provavelmente terá um impacto nela. Isto é semelhante à declaração da constelação familiar.
Evidentemente, existem questões com o álcool, mas não podemos lidar com tudo ao mesmo tempo, e o mais claro é que ela tem de parar de salvar o seu pai. Ouvindo dele a mensagem de responsabilidade existencial, pode ajudá-la a resguardar-se, focando-se na suas próprias necessidades.
O alívio foi um indicador de que estavamos na direção correta. A avaliação somática inicial garantiu uma linha orientadora, e permitiu detetar as alterações.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Case #22 - Um lobo à porta.

O Matt era um empresário de sucesso. Passou bastante tempo da sua vida de adulto a aprender sobre si mesmo, a fazer cursos, a ler livros de autoajuda, e a construir o seu ímpeto positivo.
Recentemente divorciado, a sua vida tinha dado uma nova volta, com uma nova relação. A sua mulher anterior era bastante crítica, especialmente sobre a sua vida financeira e laboral. Apesar dele ser bem sucedido, e de ter um trabalho muito consciente em termos sociais, ele não era rico. Ela atacava-o sempre pela sua falha no que ela considerava como sucesso financeiro.
Ele veio procurar-me após ter tido um ataque de pânico no seu local de trabalho. Esteve 'paralisado' a maior parte do dia.
O precipitante parecia ter sido uma conversa que tinha tido pela manhã com a sua ex-mulher, que exigiu que ele desmarcasse imediatamente os seus planos para a manhã e que fosse buscar o filho, porque o carro dela precisava de ir à garagem. Como de costume na sua comunicação com ele, ela foi dura, censuradora e crítica.
Contudo, uma quantidade de outros eventos também aconteciam recentemente - ele tinha perdido um grande contrato que esperava; bastantes contas estavam com pagamento atrasado; ele fazia muitas coisas positivas, incluindo escrever um livro, construír a sua carreira, mas nenhuma destas seria paga de imediato; um anterior parceiro de risco estava a processá-lo; e, por fim, ele verificou a sua conta bancária e estavam apenas lá $100.
Perguntei-lhe como se sentia ao contar-me tudo isto. Ele continuou a responder com as suas ideias do que estava a acontecer, relatando pormenorizadamente as várias histórias...mas eu interrompi-o, e direcionei-o para a sua experiência corporal.
Ele disse que antes, durante o ataque de pânico, sentiu o corpo por completo dentro de uma camisa de forças. Agora, sentia-se vulnerável, especialmente no peito.
Pedi-lhe para se focar nestes sentimentos...ele relatou calor, e uma camada de medo. Disse que era como um invasor estrangeiro.
Então usou a analogia que o seu pai costuma utilizar - o lobo à porta.
Normalmente, quando a sua confiança estava em alta, ele sentia-se bem para lidar com os desafios. Mas, neste momento, a sua confiança foi abandonada, o lobo poderia apanhá-lo.
Eu sugeri que fosse como se o lobo estivesse não apenas à porta, mas parado em frente dele.
Conviedei-o a imaginar que o lobo estava sobre si. Ele disse 'a sua saliva pinga sobre mim'. Então disse-lhe para se sentir preso, ouvir a respiração do lobo e sentir a saliva a escorrer no seu rosto. Instruí-o para respirar profundamente, sentir o medo pelo seu corpo, e ficar presente. Disse-lhe que sentiria uma grande quantidade de energia no seu corpo, e que se fosse excessiva em algum ponto ele podia parar o processo.
Ele fez isso, e todo o seu corpo abanou em espasmos. Após algum tempo ele abiu os olhos e relatou, surpreendido, que sentiu imensa energia no seu corpo.
Depois, convidei-o a imaginar que era o lobo sobre o Matt, a escorrer saliva. Pedi-lhe que falasse para o Matt, e que lhe transmitisse algumas mensagens.
Após algum tempo, ele abriu os olhos. Todas os seus bolbos luminosos sairam. Ele disse 'é verdadeiramente um lobo sábio'.
Ele compreendeu que se identificava com o cordeiro, e que dessa posição ele era fraco, pouco assertivo, vulnerável e com uma confiança indeterminada. O lobo era o seu eu renegado, cheio de poder para lidar com os desafios que estava a enfrentar, em termos pessoais e profissionais.
Neste processo eu utilizei a identificação, começando especialmente com as pistas que a experiência corporal providenciou. Segui a associação de 'invasão', era claramente mais do que uma ameaça palpável, ele tinha paralisado com o medo - uma experiência imediata de perigo.
No Gestaltismo avançamos logo para a experiência de medo, mas com apoio suficiente. Depois passamos para a outra polaridade - ser o causador do medo, levando à junção da partes.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Case #21 - Mulher selvagem

A Cynthia separou-se recentemente do seu terceiro marido. Estiveram juntos durante 20 anos. Ela queria trabalhar um sonho.
Instruí-a para o contar no presente, como se estivesse a acontecer, passo a passo.
Ela disse:
Estou a dormir no sofá. Ele vem, abraça-me e beija-me. Ele diz que acabou de comprar uma nova casa, que a conseguiu barata, com um grande alpendre. Tem um novo quarto com suite.
Fomos até à minha casa, e estava lá um rapaz que pega num grande pedaço de madeira e o atira pela janela. Agora, o John (marido) vem e o seu telefone toca, ele diz que tem que falar em privado, então eu suspeitei que tinha uma nova namorada.
Depois pedi-lhe que desempenhasse alguns dos papéis, e que se descrevesse em cada um.
Primeiro era a casa - ela disse 'sou nova, brilhante, de boa qualidade, forte, e com propósito'
Depois o pedaço de madeira que entrou pela janela - 'sou difícil, forte, poderosa, a velha casa não tem vaor, preciso apenas de mostrar que está partida, fazer grande barulho'
Depois o rapaz - que tinha 13 anos no sonho - 'sou maldoso, forte'
Depois a nova namorada - 'sou interessada, curiosa'
Tudo isto requereu algum treino, enquanto a Cynthia continuava a querer contar as suas interpretações do que cada elemento significava. Mas, no Gestaltismo, procuramos a experiência direta em vez de julgamentos ou associações preconcebidos. Então continuei a direcioná-la de volta para a identificação de cada elemento, e para a enumeração de sentimentos em vez de pensamentos.
Perguntei-lhe o que mais se destacou - o rapaz. Brincalhão, sem caráter.
Então eu relacionei isso com a sua vida corrente - o que seria algo que fosse sem caráter?
A Cynthia respondeu - sair toda a noite, ter uma grande fogueira, uma festa na praia ao luar, e dormir na praia.
Ela disse que gostava de levar o John, mas que 'ele não gosta de ver a mulher selvagem em mim...então eu aprendi a reduzi-la...ele não consegue lidar com as expetativas que ele sente serem de uma determinada forma'.
Ela explicou que tentou levá-lo a dançar com ela durante muitos anos, mas depois desistiu.
Eu sugeri que ela deixasse de se colocar a si mesma em espera, e que fosse apenas às aulas de dança por si mesma.
Depois pedi-lhe para se imaginar a dizer algo selvagem ao John, algo sem caráter. Eu podia desempenhar o papel de John, e ela podia dizer-me isso diretamente.
- Ela lhe diria que queria que ambos deixassem os seus trabalhos, que comprassem um iate e viajassem pelos mares, para onde a corrente os levasse, ela podia cozinhar, e podíam escrever poesia juntos.
Depois perguntei-lhe o que diria bastante forte a ele, neste momento, algo um pouco desafiante.
- Ela disse-lhe que estava cansada do seu consumo de drogas, e que estava irritada com os últimos anos que tinha perdido a querer que ele fizesse algo de diferente. Ela não ia aceitar mais promessas, apenas atitudes.
Dei resposta ao seu processo - ela era bastante clara, fundamentada, e na minha posição não defensiva a interpretar o John (algo que, claro, ele normalmente tinha dificuldade), o quanto tinha apreciado a sua assertividade.
Convidei-a a ser ainda mais forte, mais dura, mais selvagem.
Ela fez mais algumas declarações sobre si mesma, sobre os seus limites.
Sentiu-se muito mais fortalecida.
No Gestaltismo desenhamos experimentações para explorar as figuras que emergem. Aqui no sonho havia muitas figuras, mas fomos pela que tinha mais energia para ela - fazer algo pouco caraterístico.
Isto traduziu que ser selvagem, forte e colocar-se em primeiro, pode ser positivo e negativo.
Eu participei na experimentação desempenhando o seu companheiro, e dando-lhe feedback. Isto ajudou a tornar-se mais real para ela, e também criou uma sensação de segurança ao tentar uma nova forma de ser.
O Gestaltismo trata de tentar algo diferente, com apoio, focando na chave da questão que evoca a consciência - os sonhos são muito bons para aceder a estas questões.

domingo, 6 de julho de 2014

Case #20 - A tampa congelada

A Jane foi provocada pela partilha do grupo. Ela levantou-se e estava a tremer. Não queria falar sobre o conteúdo, o que estava bem. Apenas trabalhamos com a energia. Pedi-lhe para descrever a sua experiência. Ela falou sobre ficar congelada. Pedi-lhe uma metáfora para descrever o que sentia. Ela disse, uma tampa congelada. Pedi-lhe que me mostrasse em que local do seu corpo isto acontecia - abaixo do estômago.
Pedi-lhe para falar como se fosse a tampa 'eu sou uma tampa gelada'. Ela fez isto, e depois falou sobre a forma como selou as 'arestas'.
Então perguntei-lhe sobre as arestas. 'Sou uma aresta'... e depois ela descreveu outros aspetos de ser uma aresta.
Pedi-lhe que colocasse uma mão onde estava a tampa gelada, e a outra mão onde estava a aresta (no seu lado). Depois, que respirasse para estes locais. Isto intensificou os seus sentimentos. As suas pernas começaram a tremer, e eu encorajei isso.
Ela sentiu muita tristeza, estava a chorar. Achou isto difícil, e podía apenas fazê-lo num pé. Depois, passado um bocado, apoiei-a a ser capaz de mexer os dedos do outro pé.
Ela começou a arrotar, muitas vezes. Disse que isso era familiar para ela.
Arrotar, em termos somáticos, é uma excelente forma de alívio e é o começo do percurso para a expressão.
Com toda a certeza, ela sentiu a energia na direção acendente, mas ainda não haviam palavras. Então encorajei-a à libertação somática e, gradualmente, ela conseguiu traduzir alguns sentimentos em palavras. Pedi-lhe que os transmitisse diretamente, como se a pessoa que a tivesse feito sofrer estivesse ali.
Isto foi a realização de uma imensa dor que ela transportava, de forma silenciosa, há muitos anos.
Tendo-lhe pedido para expressar os sentimentos através de uma metáfora (tampa, aresta), foi possível trabalhar diretamente com estes. Tendo-lhe pedido para tomar posse destes, foi focada a consciência que anteriormente estava difusa e evitante - naturalmente que ninguém quer sentir dor.
Apoiando-a a ficar com a energia e sentimentos no seu corpo, pudemos ultrapassar o seu processo cognitivo completamente, e isso permitiu que ocorresse a revelação natural. Se se mantiver com o processo corporal isto acontecerá sempre, porque o corpo quer procurar sempre a cura.

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