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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Case #19 - Atração e fronteiras

A Dee era uma jovem mulher que falava do seu medo. Eu disse, do que é que tem medo? Ela respondeu, homens. Pedi-lhe para clarificar. Ela explicou que queria atenção masculina, mas que também sentia receio disso.
Salientei que, assim como terapeuta e professor, sou também um homem. Ela disse que sim, mas que não pensava em mim dessa forma.
O meu foco era trazer a questão para o aqui e agora, e para o relacionamento. Queria utilizar-me a mim mesmo como instrumento no processo de evocar maior consciência e desenvolver uma experiência relacional.
Então respondi que, de facto, eu era um homem e poderia ser útil observar o que era isso para ela.
Ela disse que se sentia amedrontada. Eu perguntei-lhe porquê. Porque eu podia achá-la atraente.
O que estava errado nisso?
Porque eu podia apaixonar-me por ela e assim criar uma situação difícil, que ela não queria.
Então, convidei-a a verbalizar isso para mim diretamente 'eu não quero que se apaixone por mim, eu não estou disponível para si nesse sentido'.
Ela sentiu-se muito melhor a declarar a sua fronteira.
Depois, mostrei-lhe a minha experiência. Eu disse - eu não quero apaixonar-me por si também. Eu não a acho atraente e, esse facto, pode existir tanto nas suas fronteiras como nas minhas.
Tivemos uma conversa onde fiz algumas declarações sobre como seria para mim achá-la atraente, e como seria para ela. Ela estava no extremo da sua questão - querer atenção, ter medo disso.
Então, através de uma exploração segura, ela conseguiu ter a experiência de se sentir bem, de ser capaz de determinar as suas fronteiras e as expressar, e de lidar com a atração sem que esta se tornasse maior.
Ela sentiu-se envergonhada em determinados pontos desta discussão, e então mudei o foco de volta para mim, e para a minha experiência. Partilhei que também não achei tudo isto muito fácil - era algo que eu queria remover da minha consciência algumas vezes. Então foi bom ser capaz de nomearmos isto um ao outro, e simplesmente experimentar a conexão disso no momento presente, sem medo de nos fugir do controlo.
Esta foi uma nova experiência para ela em várias formas, e deu-lhe a confiança de que conseguia estabelecer as fronteiras, falar sobre o assunto, e estar consciente do que podíamos chamar um aspeto erótico do relacionamento sem que isso se tornasse problemático.
O Gestaltismo enfatiza a autenticidade, e isso é utilizado no processo de aumento da consciência e no transporte disto para o relacionamento.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Case #18 - As mini-férias

A Trudy vivia com os seus tios. O tio considerava frívolo o seu interesse em psicologia, pressionando-a para encontrar um emprego, criticando o dinheiro gasto em workshops como este, e dizendo-lhe que precisava de se casar em breve, tendo 26 anos.
Quando lhe perguntei o que sentia no seu corpo, ela relatou dores nos ombros.
Em termos somáticos, isto geralmente encontra-se associado com um sentido de responsabilidade hiper desenvolvido.
E, com certeza, ela pressionava-se bastante sobre estes assuntos. Arranjar um trabalho, qual tipo de trabalho, etc. Perguntei-lhe o que ela queria fazer - terapia. Mas ela sentia que precisava de prática e de experiência de vida, antes de estar preparada. Perguntei-lhe quando é que isso seria - 'quando for mais velha' respondeu ela.
No Gestaltismo focamo-nos sempre nas especificidades, então perguntei-lhe, o quão mais velha? A resposta dela foi 80 anos.
Então inquiri-a sobre que tipo de trabalho ela gostaria de desenvolver entre agora e essa altura. Ela achou difícil pensar de forma clara sobre isso, devido à pressão que sentia.
Assim, convidei-a para 'tirar uma pausa' da pressão, e ter um pouco de férias por 1 minuto. Para apenas estar presente comigo naquele momento. Observei algo nela, algo que apreciei. E convidei-a a fazer o mesmo.
Isto colocou-a no aqui e agora, trouxe-a de forma mais completa para a relação comigo, permitiu-lhe um reconhecimento positivo (ela relatou que não recebia qualquer encorajamento, apenas pressão dos seus pais), e trouxe-a para a consciência sensorial. Utilizamos este processo de fundamentação no Gestaltismo para tirar as pessoas das suas 'histórias' e esquemas.
O que eu propus aqui foi uma experimentação do Gestaltismo.
Ela conseguiu relaxar um pouco, mas achou difícil. Não podia dar a si mesma grandes 'férias'.
Então confirmei com ela e aproximei-me para encontrar o local dorido nos seus ombros, e pressionei com os meus dedos. Não era uma massagem, mas antes o trazer a consciência para o ponto de tensão, e apurar a sua consciência sobre isso - ela está tão habituada a isso que acaba por colocar para segundo plano.
Quando eu a libertei, ela estava capaz de se libertar.
Depois tentámos as breves 'férias' novamente, antes de discutir a sua situação laboral um pouco mais amplamente.
Então de volta às 'férias', ela voltou a achar difícil.
Expressei a minha tristeza quanto a isto ser tão difícil para ela, e a minha preocupação de que não viveria muito se continuasse a colocar tanta pressão em si mesma.
Isto focou a sua consciência para uma perspetiva mais ampla, e para as consequências de viver sob tanta pressão. Também lhe dei a perspetiva de que esta forma de viver podia conduzi-la a um caminho que podia não ser o que ela realmente queria escolher.
O Gestaltismo trata de escolhas.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Case #17 - Acabando com a velha história

O Jake tinha problemas mentais. Tinha experimentado muito sofrimento na sua vida; tinha andado dentro e fora de clínicas, tomou uma variedade de medicamentos, e estava a fazer terapia para tentar lidar com o que lhe parecia um fardo impossível. A sua auto-estima era baixa, e ele não tinha muita confiança nas pessoas; era muito tímido.
Ele falou, querendo contar a sua história de sofrimento.
Eu interrompi logo de seguida. Segundo o meu julgamento esta era uma velha e gasta história que já não lhe servia, exceto talvez para obter pena, para sentir pena de si mesmo, ou para justificar o seu contínuo sofrimento.
Eu disse que lhe dava uma direção para diferenciar o que era prazeroso do que era doloroso. Pedi-lhe que olhasse em volta da sala e identificasse, numa escala de maior prazer ou menor agradabilidade, pessoas em que sentisse prazer no seu corpo a observar.
Depois pedi-lhe que escolhesse a pessoa que ele se sentia melhor a observar. Ele escolheu o seu terapeuta, que estava no grupo. Pedi-lhe que me descrevesse o que sentia. Ele reportou que sentia calor no peito. Pedi-lhe que respirasse para esse lugar. Estava visivelmente relaxado, a sua face acalmou.
Depois pedi-lhe que escolhesse a próxima pessoa de maior conforto no grupo. Ele escolheu o membro mais novo. Então perguntei-lhe a mesma coisa.
A sua experiência depois de todo o processo foi de paz e contentamento.
Esta experimentação acabou com a sua história de sofrimento, e colocou-o em contato com o que o animava, com o relacionamento, com o presente.
O Gestaltismo trabalha com o aqui e agora. Pode ser útil explorar a história, na medida em que proporciona um contexto, ou uma compreensão mais profunda. Mas algumas histórias são novas, precisando de ser contadas e ouvidas. Outras histórias são velhas, sem novidade, e constituem um auto-reforço.
Todas as histórias são suscetíveis de serem trazidas para o momento presente, onde temos escolha, sendo esta a chave do foco do Gestaltismo.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Case #16 - Olhos sorridentes, olhos assustadores

A Ingrid olhou para mim e disse - tem olhos sorridentes.
Eu disse, melhor do que ter olhos assustadores.
Eu queria trazer a polaridade - era ótimo ela sentir-se segura comigo, mas era apenas porque ela não via a minha parte assustadora. E sobre a sua parte assustadora. O meu interesse desloca-se para uma relação completa, mais do que ficar apenas no assunto da segurança.
Então perguntei-lhe quando ela tinha olhos assustadores, e pedi-lhe que falasse sobre essas alturas comigo - quando estou irritada, quando estou magoada.
Ela falou sobre estar irritada. Pedi-lhe um exemplo específico. Ela falou sobre o seu marido lhe ligar e ela ter dito que estava ocupada nesse momento, e que não tinha mesmo tempo para falar. Ele falou durante imenso tempo, e ela ficou ao telefone. Isto era um padrão de longo prazo.
Então propous-lhe uma experimentação.
Ficámos em pé, frente-a-frente, com as mãos levantadas, e depois replicámos o que aconteceu com o seu marido, onde ele ultrapassou a fronteira estabelecida por ela. Empurrei as suas mãos lentamente para trás, então ela tinha que recuar ou cair.
Pedi-lhe que empurrasse de volta. Ela tentou fazê-lo, mas com fraqueza. Fizémos isto várias vezes.
Encorajei-a a manter a sua fronteira. Finalmente, ela acumulou toda a sua energia e deu um grande empurrão - sentiu-se a força.
Depois pedi-lhe que representasse o seu marido, e que empurrasse as minhas fronteiras. Isto foi um grande confronto para ela - um passo muito grande sendo o agressor.
Então, desta vez, pedi-lhe que não permitisse que eu empurrasse a sua fronteira, apenas para se manter e sentir a minha energia. Ela sentiu-se paralisada das pernas, e com pouca força nas suas mãos. Assim consegui que tomasse consciência abaixo, nos seus pés. Após algum tempo, pedi-lhe que desse um passo em frente, que eu me virava de costas. Finalmente, ela tinha o seu corpo totalmente envolvido, eu fui capaz de empurrar para trás intensamente, e ela estava mesmo a utilizar a sua força.
Sentiu-se um contato muito forte.
Isto foi uma experimentação poderosa, onde em vez de falar sobre a situação, colocá-mo-la no aqui e agora, e entre nós. Pelo meu envolvimento, fui capaz de sentir exatamente o que acontecia no relacionamento, e apoiá-la a enfrentar as suas paralisias e fraquezas para obter a sua plenitude.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Case #15 - O caso de Wang, fraca perceção e piscar os olhos

O Wang era um jovem rapaz brilhante. Eu queria demonstrar a aproximação fenomenológica. Então comecei por notar a sua T-shirt - um castanho muito aborrecido.
Ele disse que a escolheu porque é daltónico e a ele lhe parece verde.
Na verdade, ele utilizou a palavra 'fraco' em relação à sua perceção das cores.
Depois disse que o seu sistema sensorial e perceção interpessoal são geralmente 'fracos'. Isto conduz a problemas com a sua namorada.
Eu introduzi-me e falei sobre a minha própria fraqueza em habilidades percetivas.
Esta revelação pessoal da minha parte abriu caminho para que ele se abrisse daí em diante.
Ele queria descobrir como mudar ou curar este problema.
Expliquei-lhe que, do ponto de vista do Gestaltismo, não estamos interessados em curas mas em estar mais repleto do que realmente é, compreendendo as forças e as limitações do estilo de cada pessoa. E então, talvez, expandir o leque de possibilidades.
Pedi-lhe um exemplo específico de como o seu estilo funciona para ele. Ele disse algo sobre isso e depois disse 'mas'...Então, eu interrompi-o nesse ponto da sua auto-apreciação e depois partilhei os meus próprios exemplos de valorização sobre o que funciona para mim.
A forma de Gestaltismo é frequentemente conduzida pelo eu do terapeuta, providenciando exemplos.
Depois perguntei-lhe sobre as limitações. Ele deu-me uma resposta generalista, e eu pedi-lhe um exemplo específico. No Gestaltismo procuramos sempre as questões práticas em termos específicos, para podermos trabalhar com elas.
Ele deu o exemplo em que a sua namorada queria apreciações e palavras meigas, e ele sentia que já lhe dera isso, ficando resistente. Ele acha difícil compreender realmente o que ela está a sentir.
Então introduzi a minha observação do seu piscar de olhos. Era pouco comum - muito frequente e, por vezes, mesmo marcado.
Ele tinha pouca noção de que fazia isso, mas o meu convite para que ele estivesse consciente da sua experiência quando piscava os olhos apenas trouxe um espaço em branco. Então, convidei-o a observar algumas pessoas no grupo e a notar o que acontecia quando piscava os olhos. Isto foi difícil - ele agia rapidamente e, na verdade, não notava.
Então pedi-lhe que me olhasse e que reparasse. Ele começou logo a fazer auto-avaliações, mas pedi-lhe que apenas se observasse a si mesmo e à sua experiência, como uma câmara.
Isto foi difícil para ele, e ele não estava muito consciente. Mas, numa determinada altura, ele piscou os olhos de forma mais lenta e prolongada, e perguntei-lhe o que aconteceu naquele momento.
Ele disse que estava a evitar o contato.
No Gestaltismo observamos os fenómenos e especialmente as junções, onde as coisas mudam, investigando a experiência nesse ponto.
Discutimos o evitamento e eu dei-lhe um exemplo de mim mesmo, durante uma visita com o meu pai. Novamente, a minha revelação abriu caminho para o contato futuro.
Ele reagiu com alguma emoção - ele também tinha dificuldades na comunicação com o seu pai.
Não tínhamos tempo para entrar nesse assunto, mas ficou marcado para um trabalho futuro.
Isto era já muito para abranger, então terminámos a sessão.
Ele ficou com uma forma muito específica para praticar a sua consciência, na medida em que estava apenas no início de o fazer. Era inteligente, e ficava sempre a pensar, então o piscar de olhos dava-lhe um marcador somático que podia ajudá-lo a ficar em contato com os seus sentimentos, especialmente a notar quando as coisas são demais.
A sua capacidade de se ligar aos outros não podia ser trabalhada enquanto a sua capacidade de se ligar a si mesmo não fosse desenvolvida. E a sua 'fraca' sensação de perceção estava, pelo menos em determinado nível, sob controlo - na medida em que ele se interrompia a si mesmo com o seu piscar de olhos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Case #14 - Sono: Segurando e deixando ir

A Julee repara que sentada em grupo se sente muito relaxada e sonolenta.
Ela diz que sofre de insónias há 20 anos. Perguntei-lhe o que ocorreu nessa altura, e ela respondeu que houveram muitas coisas, ela encontrava-se muito ocupada e não tinha muito tempo para dormir. Em vez de explorar o contexto, decidi focar-me na sua experiência imediata e criar uma experimentação Gestaltista.
Expliquei que o sono tem a ver com deixar ir, e isso é o que ela tem sido capaz de fazer no grupo para se sentir sonolenta.
Então, se não conseguir dormir é uma dificuldade regular, ela pratica bastante o segurar.
Convidei-a para explorar o deixar ir e segurar comigo, agarrando por um tempo o meu pulso. Depois pedi-lhe para me mostrar o tipo de deixar ir que ela experimentava na aula e, depois, o tipo de segurar que ela frequentemente utilizava antes de adormecer.
Notei que o seu segurar não era assim tão forte - principalmente apenas um pouco com os dois dedos do meio. Então chamei a atenção dela para isto, e pedi-lhe para experimentar o deixar ir. Não foi difícil para ela.
Isto foi uma pequena experimentação, mas deu-lhe a experiência direta do que estava a fazer, e a maneira de fazer algo diferente. Sugeri que, quando fosse dormir, ficasse consciente nas formas como se segura e recordasse como deixou ir o meu pulso, e como se deixa ir no grupo.
A experimentação Gestaltista consiste em trazer as questões para o presente, explorando-as de uma forma ativa, física e criativa. Sempre que possível, isto é transportado para a relação entre o cliente e o terapeuta. Também ajuda o terapeuta a compreender diretamente o que está a acontecer, mais do que o que está a ser descrito. A experimentação providecia uma nova experiência e traz à consciência as coisas que têm estado presentes, mas que não são notadas, ou os detalhes não observados. No Gestaltismo compreendemos que quando uma pessoa traz as coisas para a consciência plena estas não ficam mais presas, inacabadas ou divididas...a integração ocorre naturalmente. Este é um conceito Taoista.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Case #13 - Sonho de sangue

A Liz tinha um sonho recorrente. Pedi-lhe que o contasse, no estilo Gestalstista, no tempo presente - assim é como conseguimos que os clientes estejam no aqui e agora com um sonho.
Foi assim que ela relatou:
Estou num combóio, ao lado da minha mãe. Em frente estão dois rapazes com uniformes pretos, a provocar-me. Ela fica perturbada e eles afastam-se. Agora um encontra-se a urinar ao meu lado no combóio, perdendo bastante sangue quente dos seus intestinos. O chão do combóio está cheio de sangue vermelho quente. Ele fica lá parado com o sangue a escorrer. Relativamente ao outro corpo, o mesmo está a acontecer.
Quando chegamos à estação está uma médica com muitos equipamentos, e eu sinto-me bastante aliviada dela estar aqui.
--
Perguntei-lhe o que esla estava a sentir, para a conectar com um nível presente profundo.
...amedrontada, sentimento de morte, tudo sozinha.
Quando ela fala do rapaz ela diz que está a perder a energia, a colapsar no chão. Não consigo sustentar a força da vida ou calor no meu sistema.
Pedi-lhe que viesse para o seu corpo - isto relaciona a experiência do sonho com a sua presente experiência somática, e trá-la para mais próximo de 'quem ela é'.
...ela sente um poço sem fundo no seu peito. Perguntei-lhe quanto calor ela sente no seu sistema neste momento. Ela reporta 30%.
Dou-lhe feedback - trazendo a sua experiência somática para o relacionamento.
A minha experiência dela é que ela é uma pessoa muito calorosa - ela pode mudar o seu calor para baixo e para cima.
Isto permite-nos começar a trabalhar com a questão emergente, o calor.
Ela diz que efetivamente sente com frequência uma dor no seu intestino fino, como agulhas. E que é muito sujeita ao frio - dificuldades de respiração no Inverno.
Pedi-lhe que se concentrasse nos seus intestinos finos no momento.
...ela sente-se pesada, obstruída, húmida, e imóvel.
Ela relata que não é boa a receber a um nível físico. É difícil para ela receber nutrição suficiente da comida - é magrinha e necessita de tomar suplementos. Se ela é tocada, sente-se com medo. Precisa de algum esforço para relaxar. Não é muito dada ao sexo. Ela quer o toque físico, mas mais como uma criança.
Pedi-lhe para 'ser' o sangue no sonho - para explorar o calor...
...ela disse, estou quente, cheia de vida, cheia de nutrição. O rapaz está a rejeitar-me, eu estou a sair do seu sistema, eu não sou precisa para ele.
Perguntei-lhe em que sentido isto encaixa na sua vida, contectando a experiência do sonho com a sua vida real.
...ela fala sobre a forma como rejeita a vida...é demais, por vezes são muitos problemas, não se sente compreendida, uma voz interna masculina diz-lhe que ela devia morrer.
Então perguntei-lhe sobre o seu pai...ele sempre se afastou. Enquanto criança, ele era muito fechado, não falava com ela, apenas via televisão ou fechava-se. A sua face era severa e sólida. Ela sentia pena dele, agia como um homem para tentar agradá-lo...apenas queria vê-lo sorrir e feliz.
Agora como adulta, quando ela vê o seu pai, sente-se doente do estômago. Ele vê-a como uma criança pequena, a querer a sua mãe.
Então, agora é claro. Enquanto criança ela precisava de calor dos pais, do seu pai, mas na verdade era ela que lhe dava calor, e ela nunca pôde. Esta tarefa era demais para uma criança, e drenou a sua energia da vida. Agora ela não tem uma boa base de calor de onde absorver, tem o hábito de se sentir drenada, de dar mais do que está a receber. Isto fá-la generosa e maternal com as pessoas, mas internamente ela apenas sente dor e vazio.
Esta divisão representa a rejeição da vida, e ela encontra-se num dilema, num impasse.
Chegando a este ponto, não resolvemos o impasse mas o que fazemos é trazer a consciência para ele. No Gestaltismo, todas as mudanças começam com a consciência...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Case #12 - Sonho: gémeos, água, mãe

Sonhos, devaneios e histórias são todos semelhantes: providenciam-nos o acesso à pessoa como um todo.
O Jesse compôs uma história sobre dois irmãos gémeos. Ambos estavam a brincar perto de uma barragem. O protagonista, vamos chamar-lhe Tony, tinha medo da água. O outro gémeo, Jack, não. O Jack estava na água a brincar, e incentivava o Tony dizendo-lhe para entrar. O Tony continha-se. A sua mãe tinha morrido há algum tempo atrás, e eles estavam ao cuidado da madrasta. O Tony tinha uma pedra no seu bolso, recordação da sua mãe. Jack tirou a pedra do bolso do irmão e atirou-a para a água. O Tony apressou-se atrás dela, e depois descobiu que se sentia bem na água. Ele esqueceu a pedra.
A questão com Jesse era estar hesitante sobre casar com a sua namorada. Ele amava-a, mas não se sentia confiante com um futuro a longo prazo, e não conseguia chegar a uma decisão sólida.
Explorámos este sonho, colocando o Tony a identificar cada personagem. Como Tony ele tinha medo da água, de mergulhar nela. Como Jack ele era espontâneo, confortável consigo mesmo, brincalhão. Como a falecida mãe, ele era amoroso, jovem e suave. Como a água, ele era profundo.
A sua experiência de mãe aqui era importante, na medida em que a sua mãe tinha sido fria e distante, e isto constituía uma parte da sua dificuldade no relacionamento com as mulheres - ele tinha medo de se aproximar, medo que a frieza pudesse vir para o relacionamento.
Então, o que era claro aqui era a sua ligação com uma experiência feminina profunda e calorosa. Esta era a motivação dele para saltar para a água. Também era claro que ele necessitava da ajuda do seu 'gémeo', alguém que não tivesse medo, e que pegasse na imagem de mãe calorosa e a 'atirasse' para a água.
Então, perguntei-lhe se podíamos fazer uma dinâmica. Eu seria o gémeo, tirava a recordação do seu bolso e atirava-a para a água. Ele concordou e eu narrei 'agora estou a tirar a recordação, agora a atirá-la para a água'. Ele imaginava-se a ir para a água depois disto. E seguidamente sentiu-se relaxado.
Isto foi uma experiência profunda para ele. Sentiu-se imóvel, estabelecido e capaz de contatar com uma parte mais profunda de si mesmo, que não era tão conflituosa com as preocupações sobre o futuro das relações. Como na história, assim que ele estava 'na água' não precisava mais da memória da mãe.
Era um pensamento claro que diversas coisas eram necessárias aqui. Primeiro, que alguém o ajudásse - ele precisava do 'gémeo' para dirigir a sua atenção para a mãe calorosa que buscava. Depois, o seu movimento natural foi para esse local. Finalmente, ele conseguia realmente estar consigo mesmo, e não mais estar dividido entre a parte que queria mergulhar mas que estava hesitante, e a parte que apenas seguia em frente na vida. Ele sentiu estas partes a juntarem-se. Tinha a sensação de conexão com a profundeza e calorosa componente feminina no seu coração, conseguindo então ser capaz de mergulhar e de se relacionar sem hesitações.

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