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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

sábado, 28 de março de 2015

Case #60 - Ódio e amor

Jeremy e Mirada - um casal - fizeram um exercício que envolvia empurrarem-se com as mãos um ao outro, para entrar em contacto com a sua agressividade.
Mirada ficou muito perturbada depois do exercício. falou a respeito de se sentir muito zangada na relação, bloqueada num padrão com Jeremy. Quando algo era importante para ela, ele gozava e ria-se. Para ela isto era irritante, e não se sentia compreendida de todo.
Coloquei-os então de frente um para o outro e convidei-a a dizer-lhe ´Odeio-te neste momento´.
De facto, esta é uma declaração muito pessoal e de contacto, de uma perspectiva Gestalt. Não culpa o outro, fala de si mesmo, e é limpa e clara.
Ela fê-lo, e ele desatou-se a rir.
Enquanto que noutra altura, isto poderia ser um convite a um divertimento mútuo, no contexto de uma expressão de sentimentos directa e importante, também pode ser experienciado como condescendente, ou ´deflexão´, como se designa em Gestalt.
O seu humor mascarava o seu desconforto subjacente com a raiva dela, e este avassalamento em poder estar com ela nesse lugar.
Apoiei-o pois ao ajudá-lo a respirar com o abdómen, relaxar as mandíbulas e encorajei-o ao oferecer-lhe a minha compreensão de como era difícil para ele estar com ela neste lugar, com a sua sensação avassaladora, etc.
Foi muito difícil para ele estar presente, e de cada vez que se ria, Mirada ficava mais furiosa, salientando que era exactamente isso que acontecia na relação deles.
Com muito apoio e encorajamento da minha parte, ele foi capaz de se manter sério; incitei-a então a dizer-lhe repetidamente, de uma forma muito directa, a afirmação ´Odeio-te neste momento´. Ela fê-lo intensamente, por vários minutos. Quando ela achou que havia sido suficientemente compreendida nesse lugar, e se expressara completamente, relaxou e disse-lhe que tinha medo que se mostrasse o quão zangada estava, ele a deixasse.
Convidei-o a a assegurar-lhe que não se tratava disso. Começou então a  dizer-lhe que também se sentia inseguro em relação a ser abandonado por ela, mas parei-o - ela não havia ainda terminado completamente, e não tinha espaço para o escutar enquanto não o tivesse feito.
Aos poucos foi-se acalmando, e começou a dizer-lhe quanto o amava.
Foi então que ele foi capaz de falar-lhe acerca dos seus sentimentos. A conexão entre ambos era forte, profunda e palpável.
Em Gestalt interessa-nos apoiar o contacto autêntico e claro. Quando se consegue isto, tudo o resto flui a partir daí. Para o poderem fazer, as pessoas necessitam apoio emocional, instruções de competências e contenção.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Case #59 - Ansiar pelo encontro

Após um processo grupal, Trevor entrou em contacto com uma tristeza profunda.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Tinha dado um exercíco ao grupo para explorar criativamente a agressão. Os participantes encaravam-se, e empurravam-se mutuamente com as mãos. A instrução era de se encontrarem com igual força, o que significava que a pessoa mais forte teria que se modular.
Trevor era o mais forte no grupo. Ao fazê-lo com outro homem, tornou-se competitivo e empurrou com mais força, atirando o companheiro aos tropeções para trás.
Depois disso, salientei-lhe que o meu convite era descobrir uma forma de se encontrarem, em vez de dominar o outro.
Parecia triste. Reconheci que, devido à força da sua presença, ele raramente se devia sentir em encontro na sua vida. Isto ressoou em Trevor, e tocou-o profundamente.
Perguntei-lhe o que sentia - raiva nos seus braços, tristeza no seu coração.
Sugeri então uma experiência - pusémo-nos de pé, ele empurrava-me com as mãos, e sentia a raiva nos seus braços. Depois parava, e eu convidava-o a sentir a tristeza no seu coração, enquanto eu o abraçava. Repetimos várias vezes.
Isto permitiu-lhe sentir o encontro de ambas as maneiras. À medida que o fizémos, ele chamou-me ´papa´... claramente este tema estaria relacionado com a sua relação com o pai. Não tinhamos no entanto necessidade de enveredar por aí nesta altura, uma vez que o foco estava de momento no encontro interpessoal, e na experiência total dos sentimentos.
Disse: ´Tenho andado em busca de um professor há já muito tempo´. Sugeri-lhe que de facto, ele andava em busca de um encontro verdadeiro. Assim, nomeei a dinâmica de uma forma em que ele pudesse contribuir, em vez de estar dependente de mim para aportar o contacto.
Abraçámo-nos. Ele levantou-me do chão. Depois levantei-o eu. Agarrou-me e girou-me umas quantas vezes. Eu fiz-lhe o mesmo.
Sentiu-se muito satisfeito - o encontro pelo qual ansiava.
Evidentemente, outros terapeutas talvez não fossem capazes de se encontrarem fisicamente com ele desta forma, mas seja como for, é sempre possível descobrir uma forma de nos encontrarmos - e isso é grande parte da essência da Gestalt.

terça-feira, 10 de março de 2015

Case #58 - Quando as palavras se desvanecem

Quando alguém levanta diversos temas, é necessário estar aberto a eles, em busca daquilo que se chama ´figura´ na terminologia Gestalt - um tópico em particular que tem a maior energia presente.
Aquilo que se destacou com Trevor relacionava-se com a sua vida actual. Tinha um forte interesse espiritual, e no passado até tinha ponderado tornar-se monge. Encontrava-se actualmente no seu segundo casamento, com um filho, e estava muito comprometido com a sua situação.
No entanto, encontrava-se inquieto. A outra polaridade que emergia em relação à sua vida estável em família era ´as montanhas´. À medida que a explorávamos, tornou-se claro que representavam o apelo da natureza, uma vida mais simples, abraçar uma árvore, sentir-se conectado com a terra, tempo para a prática espiritual.
Em Gestalt interessamo-nos muito pelas polaridades, especialmente quando se tornam dissociadas. Trabalhamos com uma apropriação e tomada de consciência crescentes de ambos os pólos.
Explorei então os sentimentos nos dois lados - a sua vida familiar, e o apelo das montanhas. Ele estava bem em relação à sua escolha de começar uma nova família, no entanto continuava a sentir-se insatisfeito, inquieto.
Tornou-se claro que ele ainda não se tinha reconciliado totalmente com a vida que tinha escolhido - encontrava-se nela apenas parcialmente, enquanto que parte do seu coração estava noutro sonho.
Dediquei-lhe tempo, expressando-lhe o quanto eu compreeendia o seu anelo, e como tinha experienciado a minha versão disso no passado. Estas afirmações de conexão são importantes em Gestalt - não como técnica empática, mas como declaração genuína de humanidade partilhada.
Partilhei os meus próprios sentimentos em relação à espiritualidade, natureza, vida familiar, à perda da minha imagem de tornar-me monge. Afundámo-nos num silêncio profudo por vários minutos. Não havia nada a dizer. Eu não o podia ajudar; ele tinha feito a sua escolha, e aqui estava a consequência. Não era bom nem mau. Era simultaneamente doloroso e agradável. Havia simultaneamente perda e ganho. Não havia nenhuma facilitação a ser feita, nenhum problema para resolver, nenhum insight interpretativo a comunicar.
Somente o encontro.
E então, algo mudou silenciosamente para nós dois.
Ele agradeceu-me. E isso bastou.
Há alturas em terapia para falar, para ajudar, para explorar. E alturas para estar simplesmente com o que existe. Para estar com a outra pessoa no local onde não há soluções.
A experiência foi emocionalmente intensa, e ambos nos sentimos profundamente tocados. Trevor sentiu-se profundamente compreendido, num encontro total.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Case #57 - Convite à conspiração

Assim que Annabelle começou a falar fiquei com um sentimento desconfortável. Claramente ela queria contar a sua ´história´, de como tinha sido enganada de diversas formas, como tinha valentemente tratado de ajudar outras pessoas na família, etc. Dei por mim a sentir-me impaciente, e sem querer realmente escutá-la. Podia ver que ela falava sem parar, preenchia o espaço, sem realmente dar lugar a uma intervenção - parecia querer apenas queixar-se.
Passado um bocado, fez-me uma pergunta relacionada com a história. Uma vez mais eu senti-me incómodo, pois ela parecia ter muitas perguntas... mas queria-me como uma espécie de um especialista para resolver a sua situação.
No entanto, não disse nada a respeito dos meus sentimentos. Conversei com ela, mas recusei responder a todas as suas perguntas, pedindo-lhe em vez disso que as transformasse em afirmações.
Isto é uma indicação comum em Gestalt, pois muitas vezes as perguntas são uma forma de evitar a responsabilidade, ou assumir-se numa relação. As afirmações permitem à pessoa apropriar-se de quem é, o que sente e o que quer, de uma maneira mais directa.
Não disse nada, pois podia sentir as minhas próprias reacções, e queria entender-me melhor naquele local onde me encontrava. Sentei-me com os meus sentimentos, e entrei em contacto com o que estava a ser a minha experiência.
De cada vez que Annabelle falava, era da mesma forma, e eu tinha as mesmas reacções, incluindo pedir-lhe para fazer afirmações. Pelo menos isso eu podia fazer para interromper o padrão, e não queria ser arrastado para o papel que ela me oferecia - o de grande sábio.
No entanto, isso foi o sufieciente para a deixar curiosa. Colocá-la de volta na sua própria experiência ofereceu-lhe um tipo de experiência diferente, e por eu tê-lo feito de um modo neutral, ela foi capaz de começar a notar os seus sentimentos um pouco mais.
Estava a debater sobre autenticidade. De repente ela disse - ´Quero um feedback honesto da tua parte, como me vês?´
Respirei fundo, pois aqui estava uma abertura para aprofundar a relação, mas também tinha que prosseguir com cautela uma vez que notei a sensibilidade que esta pergunta comportava. Com esta pergunta estava disposto a comprometer-me, pois parecia-me mais autêntica.
E como me tinha sentado com a minha própria experiência por algum tempo na companhia dela, pude nomear algo, não directamente sobre ela, mas sobre a minha experiência pessoal.
Disse-lhe - ´De cada vez que falas, eu experiencio um convite para ser conspiratório... sinto-me arrastado a concordar contigo, a confirmar a visão que tens da tua família e de como tens sido tratada. E isso deixa-me desconfortável, pois não te quero rejeitar, nem juntar-me a ti.'
O que fiz foi nomear a minha experiência pessoal autêntica de um modo que lhe deixou espaço a encontrar-se a si própria em resposta. Foi a minha tentativa de uma afirmação que não a envergonhasse - muito importante ao dar feedback.
Annabelle abriu-se num sorriso. Disse - ´Obrigado. Outras pessoas já me tinham dito o mesmo, mas nenhuma tão claramente como tu. Eu sei a que te referes. Sinto como se estivesse a tentar pôr as pessoas do meu lado.´
Tivémos então um diálogo autêntico muito valioso. Salientei que havia outros aspectos de ser conspiratório - podia ser algo divertido, como às vezes as crianças costumam brincar. Explorámos diversas facetas da conspiração, e Annabelle relaxou visivelmente, bem como eu! Houve um câmbio na minha experiencia... depois de ser capaz de nomear a minha experiência. Ela experienciou ser vista.
É este o contacto Eu-Tu que buscamos em Gestalt, e é a base para a o aprofundamento da relação.

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