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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Case #50 - Falando com almofadas: sobre apoio

Mark levantou vários temas, mas nehum parecia ter muita tracção. A sua situação laboral estava em transição - anteriormente tinha trabalhado com o seu pai, mas tinha-se afastado. Tinha várias actividades de negócio, mas nenhuma lhe permitia fazer bom dinheiro. Estava casado há três anos, e estava pronto para ter um bebé. Fiz vários comentários e observações - o som fluente da sua voz, por exemplo.
Nada parecia realmente salientar-se como ´um tema´. Perguntei-lhe então pelo casamento. Contou-me que era bom, e se sentia feliz.
Embora isso seja geralmente um bom indicador, estava interessado naquilo que compunha a sua resposta - o detalhe. Em Gestalt estamos sempre interessados em nos desviarmos das generalizações para o particular, uma vez que este é o modo através do qual se obtém contacto.
Foi-lhe difícil responder. Perguntei-lhe pelos seus sentimentos, e era também difícil para ele ser específico.
Achei então que a falta de uma figura clara estava relacionada com sua a dificuldade em estar em sintonia com os seus sentimentos.
Sugeri-lhe uma experiência - andar em redor e olhar para as pessoas do grupo, uma por uma e dar-se conta de como se sentia olhando para cada uma delas.
Começou a contar-me a respeito da sua experiência, em termos muito claros. Era óbvio então que ele tinha a capacidade de identificar a sua experiência em relação, mas provavelmente apenas precisava de encorajamento e um ambiente de apoio - algo que ele confirmou.
Dei-lhe então um modelo específico no qual falar: ´Quando olho para ti sinto-me ______´.
Isto soa muito simples, mas é importante começar num ponto que seja realizável, e dada a sua dificuldade declarada em identificar os seus sentimentos, tal parecia um bom começo. O que eu fiz é dar um passo da sua descrição da experiência de outros, em direcção a poder oferecer-lhes a sua experiência directamente. Em Gestalt, movemo-nos sempre numa direcção relacional.
Ele fê-lo então com várias pessoas, articulando de uma forma muita clara a cada vez.
Novamente, isto indicava que ele apenas precisava de um ambiente de apoio no qual poder fazê-lo.
De seguida, peguei uma almofada, representando a sua mulher, e convidei-o a falar com ela, de um modo similar: ´Quando vejo _____ em ti, sinto-me _____´.
Fê-lo durante algum tempo, articulando de uma forma clara. Reconheci o seu trabalho, encorajei-o e observei que ele tinha certamente a capacidade de identificar os seus sentimentos e comunicá-los.
Achei que talvez precisasse apenas de um bom treino, num ambiente que não fosse ameaçador. Ele concordou.
Como continuação convidei-o a fazer a mesma coisa com o seu pai.
Fiz-lhe notar que o apoio parecia ser um ponto chave, e convidei-o novamente a ´falar com as almofadas´ - primeiro com a sua mulher, depois com o seu pai - dizendo-lhes: ´Quando tu fazes _____, eu sinto-me _____, e gostaria de um apoio _____ da tua parte`.
Tal foi muito valioso para ele, clarificando muitos detalhes do conteúdo, e ele referiu sentir-se muito seguro no final.
Isto foi um bom exemplo de uma experiência orientada de um modo muito comportamental, a qual incorporava sentimentos, contacto, autenticidade e apoio. Estes são os principais elementos com que trabalhamos em Gestalt, e uma sessão como esta pode ser muito valiosa enquanto algo que quase se assemelha a um processo de coaching.
Sempre que for apropriado, este aspecto pode também ser incorporado numa abordagem Gestalt. O principal a reter é que não se trata de uma fórmula, e que é aplicado a uma pessoa em particular, com o tipo de processo que ela precisar, nesse momento em concreto.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Case #49 - A boneca rígida e as mãos suaves

Annabelle estava angustiada, muito triste. Tinha trazido uma pequena boneca com ela, com uns bracinhos rígidos de madeira.
´Esta sou eu´, disse. ´Os meus braços são rígidos, como um Zombie. O meu coração está triste´.
Revelou-me que os seus pais discutiam terrivelmente enquanto ela foi crescendo, e que isso tinha criado muito medo e insensibilidade nela. Já na sua vida adulta sentia-se demasiado dura, e queria encontrar mais suavidade. Mas a boneca mostrava o quão hirta ela se sentia.
Escutei-a profundamente, e sentia o meu coração bem aberto - ela estava realmente muito triste.
Ao mesmo tempo, tive um pensamente brincalhão, que parecia quase irreverente - de um zombie a andar às voltas, naquela imagem estúpida e divertida que se costuma ter dos zombies.
Partilhei pois com ela tanto a minha conexão e cuidado profundo por ela como este pensamento doido e brincalhão a respeito dos zombies. Não lhe queria faltar ao respeito, mas também quis incluir esta minha outra faceta.
Mostrou-se aberta a ouvir-me. Sugeri-lhe que talvez pudéssemos até brincar com isto.
Então pusémo-nos de pé, lado a lado e andámos feitos zombies - em direcção às pessoas do grupo. A maior parte ria-se, gozando aquela maluquice divertida. Algumas pessoas chegaram a assustar-se, e dirigimo-nos para elas. No geral foi sobretudo uma experiência palerma e engraçada.
Annabelle sentou-se, e eu sentei-me de frente para ela, atento a como estava.
A experiência tinha-a amenizado, aberto-a ainda mais. Estava sentada com a sua boneca, sentindo os seus bracinhos, a falar de como eram rígidos... mas agora, se ela os esfregasse, talvez pudessem ficar mais suaves.
Encarei isso como uma pista, segurei-lhe em ambos os braços com as minhas mãos e esfreguei-os suavemente. Ela agarrou-se aos meus braços com as suas mãos, como uma criança pequena em busca de comforto. Olhei-a para aferir como seria isto para ela, e pude vê-la a relaxar. Continuei a esfregar os seus braços, falando-lhe de suavidade. Podia sentir a intensidade da energia nas suas mãos. Assim, quando me disse que sentia os braços a relaxarem, coloquei as minhas mãos no meu colo, de palmas voltadas para cima, e deixei que ela esfregasse as suas mãos nas minhas, coisa que ela fez, para trás e para a frente, lentamente. Salientei quanta energia havia nas suas mãos. Ela estava profundamente conectada com o seu coração, os seus sentimentos e manteve-se em contacto comigo durante este processo.
Falou de como cada uma das minhas mãos era um dos seus progenitores, separados, mas ambos presentes. Tocou em cada mão de um modo amoroso e triste. Pegou então na boneca e pôs a sua cara em cada um dos meus dedos. De seguida segurou em ambos os braços da boneca, colocou um ligado a uma das minhas mãos e o outro  à minha outra mão.
Disse, ´Ainda que os meus pais estejam separados, posso conectar-me com cada um deles.´
O momento foi solene, a sua tristeza colapsou e mudou de uma qualidade estagnada para uma abertura de coração, um fluir. Os seus braços estavam relaxados, e cada parte sua respirava, estava presente e conectada.
Foi uma experiência marcante para ela, bem como para mim, após a a qual ela sentiu uma sensação profunda de paz e integração.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Case #48 - A bruxa, o dinheiro e a doença

Song-li tinha tido problemas graves de saúde ao longo do último ano. Depois de várias operações, nada do ponto de vista físico tinha ajudado muito, e as coisas tinham melhorado temporariamente, para depois piorar. O aspecto psicológico era pois a próxima explicação. Ela tinha experimentado vários tipos de abordagem terapêutica em relação a este assunto... pelo que eu estava atento a não as repetir , e lhe perguntei directamente sobre que temas já se tinha debruçado. Não é bom sobrecarregar demasiadas abordagens diferentes no mesmo problema, e isso requer uma decisão profissional cautelosa.
Se formos ao médico, talvez seja bom obter uma segunda opinião, mas provavelmente não 4 ou 5 - isso seria apenas confuso. Fazer um trabalho continuado no mesmo tema, com o mesmo terapeuta, pode levar a um aprofundamento, mas ´andar à pesca´pode ser contra produtivo. Posto isto, eu não quis automaticamente mergulhar directamente no assunto.
Indaguei pelo contexto - o que lhe tinha acontecido há um ano quando começou a experienciar pela primeira vez os problemas de saúde. Contou-me que andava a comprar notas (de dinheiro falso) usadas na China para se queimar, geralmente como oferendas a alguém. O seu pai tinha morrido 5 anos antes, e ela andava às compras com esse intuito.
Quando ela estava no acto da compra uma ´bruxa´ (palavras dela) tinha-a avisado para não comprar demasiado ou iria ficar doente. Ela tentou imediatamente devolver a compra, mas a loja não aceitou a devolução.
Pouco depois, a doença ocorreu.
Perguntei-lhe pela relação com o seu pai. Tinha sido próxima, sustentadora e ela pensava nele diariamente, associando-o frequentemente com elementos da sua vida, tal como o seu filho.
Descobrir as circunstâncias do campo pessoal de uma pessoa pode ser importante, ao invés de ir directamente aos temas emocionais. O contexto fornece informação importante que pode ajudar a orientar a direcção da terapia.
Indaguei então acerca da frequência dos pensamentos - após 5 anos, parecia-me ser um grande foco, indicador de algum tipo de assunto não concluído.
Ela não conseguiu propriamente responder do que se tratava, ou sequer como se sentia quando pensava no seu pai, apesar de aparentar ser positivo.
Em sessões futuras talvez pudesse entrar mais fundo na sua tomada de consciência, mas dada a clara ausência de acesso, não quis tentar sondar, e sim ficar com o que ela me apresentava. Esta é uma das formas nas quais não tratamos de romper ´resistências´ em Gestalt.
Deixei-me estar por algum tempo, absorvendo aquilo que ela tinha dito.
Queria utilizar as estruturas que ela já tinha disponibilizado - o dinheiro, a bruxa e a sua (quase) obsessão em pensar no pai.
Propus-lhe então algum trabalho de casa - uma experiência Gestalt alargada.
Sugeri-lhe que comprasse apenas uma nota desse papel moeda. Averiguei junto dela e ela tinha uma fotografia do pai guardada no computador. Disse-lhe então que todos os dias, à mesma hora, ela usasse uma tesoura para cortar um pedacinho da nota, o colocasse num queimador, ligasse o computador com a fotografia do pai, lhe pedisse que abençoasse a sua vida, e depois fechasse a fotografia.
Isto é aquilo que nas terapias breves é conhecido como ´prescrever o sintoma´, e encontra o seu paralelo em Gestalt na ´Teoria Paradoxal da Mudança´. Estar presente exactamente com aquilo que existe.
Ela queria mais - claramente uma extensão da sua busca agitada por mais terapia neste tópico, bem como um isomorfismo daquilo sobre o qual a bruxa a tinha avisado - i.e., não ser gananciosa em querer demasiadas ´coisas´ de valor - tal como representado pelo dinheiro.
Fosse como fosse, eu notara a sua agitação, e levá-lo-ia em consideração para um trabalho posterior noutra ocasião.
Ela estava de baixa médica, e perguntei-lhe como ocupava os seus dias. Ela estava por casa e basicamente dispunha de 8 horas nas quais cozinhava, descansava e saía para passear.
Perguntei-lhe se tinha alguma questão social que lhe importasse, ao qual me respondeu pela negativa.
Sugeri-lhe então que encontrasse um projecto de serviço que gostasse de começar e o consagrasse em nome do seu pai.
Tal muda o seu simbolismo, como um trampolim para a vida e o compromisso, em vez de permanecer na doença, morte e não dedicação. Também lhe forneceu algo positivo para se focar durante o dia - algo ´pelo que viver´.

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