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I teach and practice Gestalt therapy, Career decision coaching, and Family Constellations work. As well as Australia, I teach workshops and training in China, Japan, Korea, the USA & Mexico. I am author of Understanding The Woman In Your Life, a book of advice for men about relationships with women. In my work as director of Lifeworks I provide therapy,  training and supervision. I am a Phd candidate, studying the interpersonal dynamics of power, and am currently director of an MA in Spiritual Psychology for Ryokan College, an accredited online institution based in LA.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Case #70 - A seriedade desconhecida

Reparei que Manuel pôs a mão no peito. Disse que se sentia nervoso. E não prestei mais atenção a isso - é frequente as pessoas estarem nervosas durante parte da sessão. Reparei nas suas calças, a variedade de cores cinza que tinham e comentei acerca disso - seria ele uma pessoa ´preto no branco´ ou uma pessoa de ´vários tons de cinzento´?
No entanto, algo mais se passava com Manuel. Parecia triste, e não de todo interessado nas minhas perguntas. À medida que explorávamos a sua tristeza, tornou-se mais forte, mais profunda. Parecia bastante calado e afastado naquele lugar.
É importante que quando fazemos uma exploração, ou nos movimentamos numa experiência Gestalt, prestemos uma atenção cuidadosa à energia da pessoa, e se ela não estiver presente, então estarmos disponíveis para mudar de direcção, para onde a sua energia residir naquele momento.
Manuel contou-me ter sido uma criança reguila e indisciplinada até ao liceu, e tornar-se depois um aluno de topo. Era um pouco difícil para ele estar na ribalta, tanto pelas expectativas como pela inveja das outras crianças. E isto ainda era algo difícil para ele, ser visto pelos outros desta forma.
Fiz-lhe notar que ele não parecia reguila nem atrevido agora - bem sério, pelo contrário. É importante fazer uma conexão entre a história que a pessoa está a contar com os fenómenos do aqui e agora - dizemos, fazer uma conexão do Campo com Tomada de Consciência.
Perguntei-lhe acerca do que acontecera antes do liceu para provocar esta mudança, mas não me soube dizer. No entanto, parecia-me muito pesaroso. Perguntei-lhe então que idade ele sentia ter. Respondeu-me que se sentia com 4 anos. Indaguei sobre o que tinha acontecido nessa altura. Contou-me que tinha sido enviado para um infantário em regime de internato, mas não tinha nenhuma memória específica.
Ficámos assim sentados por algum tempo. Parecia muito recolhido, muito sério, muito angustiado. Perguntei-lhe acerca da sua experiência. Disse-me que se retirava para o interior de si mesmo quando sentia este tipo de tristeza profunda - era difícil partilhar.
Isto mostrou-me exposição da sua parte, pelo que lhe disse que estava presente, sólido, disponível, ajudador e interessado nos seus sentimentos. Sentia-me aberto e caloroso em relação a ele.
Permanecemos sentados por algum tempo mais. Nada parecia mudar. À medida que olhava para ele, parecia-me que se encontrava nalgum tipo de choque emocional. Comentei-lho. Ele não me sabia localizar nenhum incidente. Mas era evidente que ´algo` acontecera, por volta daquela idade, que lhe causara muito dano.
É importante ´não empurrar o rio`. Quando as coisas não fluem, sentamo-nos simplesmente com ´o que há´, sabendo que o que emergir é suficiente, e se algo mais tiver que emergir, assim sucederá.
Os momentos em que se animou foi quando falou da sua filha, e como nunca a deixaria ser forçada a fazer algo que não quisesse fazer.
Isto pelo menos era evidente - ele tinha sido forçado a fazer algo: devolvi-lhe esta reflexão.
Enquanto estávamos ali sentados, o que eu conseguia ver mais claramente era a sua seriedade. Disse-lhe, ´Eu levo os teus sentimentos muito a sério agora mesmo´. Isto teve um grande impacto nele. Claramente, a sua angústia tinha passado, e ele aprendeu a geri-la internamente. Tinha-o feito toda a vida, e agora encontrara alguém que o viu nesse lugar, viu a sua angústia e a tomou a sério.
Tal foi suficiente. O assunto não foi ´resolvido´, não localizámos o incidente ou incidentes. Mas em Gestalt buscamos uma qualidade de contacto, com consciência plena: isso é em si mesmo transformador.

domingo, 17 de maio de 2015

Case #69 - Incubar a Criatividade

Brittany referiu de início que tinha tido recentemente o estômago irritado e problemas digestivos. No entanto, quis conhecê-la um pouco mais antes de me debruçar sobre este tema, uma vez que tinha comentado sentir-se um pouco envergonhada a este respeito.
Ela dirigia uma escola e tinha alguns problemas com um aluno. Eu empatizei, dadas as minhas próprias experiências, e isto estabeleceu um ponto de ligação. Sentado com ela, tive uma sensação de peso, e partilhei-a. Falou-me acerca de se sentir desmotivada, particularmente em relação ao trabalho - não queria ir trabalhar até o dia já ir avançado, e demonstrava uns quantos sinais de algum tipo de esgotamento.
Perguntei-lhe pela sua vida familiar. Era boa, tanto o filho como o marido a estimavam e nutriam. Contou-me a respeito de um jogo em que ela escondia coisas pela casa para eles encontrarem. Também queria pôr rodinhas em toda a mobília de modo a poder deslocá-la à vontade, para que de cada vez  que eles voltassem a casa tudo estivesse num lugar diferente. Comentei que isto revelava um lado seu criativo e brincalhão.
Brittany falou-me de uns dias que tinha passado com os sogros; como eram idosos tudo o que faziam era comer, dormir e jogar às cartas. Passado algum tempo ela aborreceu-se e quis mudar as regras do jogo, para variar; fiz-lhe notar que isto era o seu lado criativo e brincalhão em acção. Mas os sogros opuseram-se, o que a aborreceu  muito - e foi então que ficou com o estômago irritado.
Durante um bocado ficámos sentados em silêncio. Contou-me que quando era mais nova não falava muito, mas costumava escrever. Pedi-lhe que se imaginasse a escrever uma história... qual seria o título? Respondeu-me que se chamaria ´O Ovo`. Perguntei-lhe então sobre os primeiros parágrafos, e ela falou acerca de uma cria que emergia de um ovo.
Pedi-lhe que me dissesse que coisas novas estavam a emergir na sua vida. Falou-me acerca de querer mudar as coisas na sua escola e de como tinha ajudado um amigo a escrever um relatório que lhe serviu para arranjar emprego - tinha ficado contente.
Sugeri que parecia que a criatividade e o espírito lúdico poderiam ser algo que estava a emergir - ela concordou.
Perguntei-lhe como poderia trazer essas qualidades para a sua situação de trabalho. Ficou sem resposta. Convidei-a então para um jogo, em que eu faria sugestões acerca de mudar as coisas no seu trabalho de uma forma criativa, e ela faria as dela. Estivémos assim durante um bocado, e depois contou-me que já o tinha tentado uma vez, mas que tanto os professores como os alunos tinham sido muito críticos porque ela se havia desviado da lista de coisas que eram supostas ser feitas.
Isto era algo em que claramente necessitava apoio e eu chamei-lhe a atenção para esse facto - ela precisava de um aliado, um ´co-conspirador`. Disse-me que não era realmente possível, mas fiz-lhe notar que a consequência de suprimir a sua criatividade era a irritação no estômago que lhe tinha acontecido em casa dos sogros.
Convidei-a então a imaginar-se a escrever um relatório para a sua escola - que tipo de recomendações profissionais faria?
Pedi-lhe que inventasse um exercício criativo para o grupo cada dia. Mostrou-se reluctante, mas disse-me que iria levá-lo em consideração.
Num dado momento ela tinha reparado nas minhas meias coloridas, e feito a comparação com as suas próprias meias coloridas. Sugeri então que uma actividade para o grupo poderia ser um jogo de sedução com os pés por baixo da mesa. Foi muito divertido quando fiz esta sugestão, e para ela foi uma demonstração de como a criatividade poderia ser aplicada a uma situação de aprendizagem. Com isto criei também uma pista para ela utilizar, fazendo uso da minha própria posição para incorporar diversão e uma intervenção fora dos parâmetros normais.
Neste trabalho, a primeira figura foi a sensação de peso e irritação. A figura seguinte foi a criatividade. A abordagem Gestalt é uma forma de trazer mais vitalidade à vida das pessoas; isto é feito fenomenologicamente - de dentro para fora - a partir da sua realidade e usando os marcadores e a linguagem que nos fornecem. Também nos focamos no apoio - neste caso, ela não tinha o apoio que precisava para fazer emergir esta sua faceta no local de trabalho. Usando uma qualidade precoce dela - a escrita - pude entrar em contacto com o seu sonho e então dar apoio ao seu self emergente. Trabalhamos com o óbvio em Gestalt - a cria a sair do ovo é algo directo que não requer nenhuma interpretação em particular - o que é importante é a sua aplicação ao assunto específico que surge no momento. O apoio derradeiro que lhe pude fornecer foi uma abordagem do género ´dar autorização`, que demonstrei pegando em algo que ela tinha reparado - as meias - e usando a minha autoridade como um exemplo de como a criatividade pode ser usada numa sala de aula.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Case #66 - Saindo do círculo

Ping contou-me a respeito da família em que crescera. Os seus avós não se tinham interessado muito por ela ou pela irmã pois preferiam rapazes.
Tão pouco se sentia amada pelos seus pais. A mãe cuidava dela, mas raramente havia demonstração de ternura da sua parte. O pai jamais a tinha abraçado.
Contou-me um incidente ocorrido quando tinha 8 anos. A mãe estava a vesti-la; Ping tinha-lhe dito que queria um vestido colorido diferente. De algum modo acordou o pai, que na sua fúria pegou nela e a atirou pelas escadas abaixo. Ficou a sangrar da cara, mas tinha na mesma que ir à escola. A professora ficou preocupada, mas nada de mais aconteceu. Ela não queria voltar para casa, e escondeu-se numa cave até que alguém contou à sua mãe, e esta a veio buscar. A mãe chorou um pouco ao vê-la assim, mas o pai nunca expressou qualquer remorso.
Chorava copiosamente ao contar a história, descrevendo quanta dor havia no seu coração.
Fui gentil com ela, mas ela encontrava-se no seu mundo de dor, apenas dando por mim de um modo periférico.
Fiz-lhe notar que eu era um homem. Que eu me preocupava, mas que isso devia ser uma situação confusa, porque tinha sido o seu pai que lhe causara a sua dor; ao mesmo tempo que lhe dava cuidado, eu também representava a autoridade mais velha que originalmente a magoara tanto.
Ping concordou com a cabeça, derramando mais lágrimas. Falou de querer a sua independência, poder ser quem era, e tomar decisões respeitantes à sua própria vida.
Disse-lhe que aprovava, e que lhe daria todo o apoio que pudesse.
Contou-me acerca da maneira como a mãe a andava a pressionar para que se casasse, e a tratar de influenciar o seu trajecto profissional.
Continuei a trazê-la de volta ao presente, ao meu apoio, ao facto de ser um homem a apoiá-la.
Foquei constantemente a sua atenção na respiração, pois ela continuava a contê-la. Sem este movimento energético, não haveria hipótese de integração da nova experiência.
Ping falou novamente de querer a sua autonomia, e querer ´sair do círculo´, que era como uma prisão, das expectativas da sua família.
Convidei-a pois a uma experiência simples.
Pusémo-nos de pé, imaginando um círculo em nosso redor. Dei-lhe a mão, relembrando-a do meu apoio à sua autonomia. Este tipo de apoio em particular necessita vir da parte do pai, e no caso dela estava ausente, bem como qualquer ternura. Assim, eu forneci-lhe ambos.
Levou bastante tempo, mas eventualmente ela deu um passo para fora do círculo, e eu com ela.
Segurei-lhe então em ambas as mãos e disse-lhe, ´Agora, podes decidir em que condições queres basear uma relação. Podes insistir em ser amada e valorizada por um homem´.
Dei-lhe esta mensagem para reforçar o próximo passo possível - encontrar um tipo diferente de relação com um homem, que não fosse simplesmente uma repetição inconsciente do seu pai. Ela disse, ´Posso desejar algo assim, posso pedir algo assim´.
Corrigi-lhe a linguagem, porque era de alguma forma uma linguagem desvantajosa e desamparada.
Pedi-lhe que reformulasse de um modo que tivesse uns limites claros - o que ela requeria como mínimo, as suas fronteiras.
Tal deu-lhe o apoio e orientação por parte de um homem em relação àquilo que podia esperar da minha parte.
Ela foi profundamente tocada por este processo. Foi simples, mas sustentado pelo seu desejo; a ênfase em Gestalt é sempre na integração, em dar pequenos passos que sejam somaticamente incorporados na tomada de consciência e na experiência ao longo do processo.

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